À descoberta do Grande Norte
Entre o mar da Gronelândia e o mar de Barents situa-se o arquipélago de Svalbard. Spitzberg, uma ilha que se estende por quase 40 000 km², é uma das ilhas que compõem este território norueguês situado às portas do Grande Norte. Spitzberg significa «montanhas pontiagudas» em norueguês. Este nome reflete na perfeição o relevo da ilha, onde elevações que atingem os 1717 metros acima do nível do mar formam a paisagem. À primeira vista, Spitzberg parece um vasto território imaculado, que aparenta nunca ter sido pisado pelo homem. No entanto, se observar com mais atenção, descobrirá que esta terra, aparentemente hostil e inóspita, é bem habitada. Longyearbyen, a maior cidade da ilha, é inclusivamente uma importante aglomeração. Um cruzeiro com destino a Spitzberg é uma promessa de aventura. Ao longo da travessia marítima, aproximar-se-á de majestosos fiordes, ursos-polares e assistirá também a fenómenos extraordinários, como o sol da meia-noite ou a aurora boreal. Se gosta de emoções fortes, a Baía do Rei e os seus cinco glaciares são locais onde poderá praticar caiaque e canoagem, sob o olhar atento de um guia certificado. Se preferir manter-se em terra firme, esta região de Spitzberg é um verdadeiro paraíso ornitológico, onde poderá admirar diferentes variedades de aves.
Uma aventura no coração do Ártico
O cruzeiro em Spitzberg realiza-se a bordo de navios de expedição e quebra-gelos que abrem caminho pela banquisa, permitindo-lhe descobrir paisagens encantadoras onde alguns animais polares, como o urso e a foca, encontraram refúgio. O cruzeiro começa frequentemente em Longyearbyen , a maior aglomeração da ilha. A partir daí, visitará a aldeia russa de Barentsburg, onde poderá assistir a uma apresentação folclórica ou visitar o Museu Pomor. A sua aventura em Spitzberg continua em direção ao glaciar de Monaco. Pelo caminho, poderá observar os patos-eider que vêm nidificar nestes ilhéus durante o verão. Se tiver sorte, talvez se cruze com um urso-polar à procura de ovos.
Se pensa que um cruzeiro em Spitzberg se limita à exploração da natureza, está enganado. Este cruzeiro pode transformar-se numa viagem cultural. Basta fazer uma escala na baía de Madeleine para perceber porquê. A região, que possui uma longa história de explorações, alberga um rico património cultural, como este cemitério com 130 sepulturas que remonta aos séculos XVII e XVIII, ou ainda os vestígios encontrados em Gravneset. A aldeia de Ny-Ålesund é outra etapa de um cruzeiro em Spitzberg. Esta cidade científica, onde investigadores de diferentes países trabalham em conjunto, alberga o local do Svalbard Global Seed Vault, uma câmara frigorífica que conserva as sementes alimentares do mundo. Outras infraestruturas dignas de interesse, como as bases francesas Charles Rabot e Jean Corbel, podem ser visitadas durante uma escala em Ålesund.
A sua aventura marítima em Spitzberg está repleta de surpresas. No Grande Norte, é bastante difícil encontrar fontes termais e, no entanto, o parque de Nordvest-Spitzbergen alberga efetivamente duas nascentes de águas quentes que fazem as delícias dos visitantes da ilha. Um cruzeiro em Spitzberg leva-o também até majestosos fiordes e picos alpinos. Fará uma escala em Isfjord, que reúne os fiordes mais importantes do arquipélago de Svalbard. As companhias organizam frequentemente excursões que o levam até bem perto destes grandes vales em forma de U, escavados nos glaciares há dez mil anos. Outra excursão conduz a Kongsfjord, onde se encontram dois glaciares dignos de interesse: Kronebreen e Kongsvegen.
Quando viajar para a ilha de Spitzberg?
Tal como todos os territórios do Grande Norte, a ilha de Spitzberg beneficia de duas estações distintas: um verão que se prolonga de fevereiro a julho e um inverno que começa em agosto e termina em janeiro. No verão, as temperaturas variam consideravelmente. Consoante o período que escolher para realizar o seu cruzeiro em Spitzberg, poderá contar com temperaturas negativas que, por vezes, atingem os -30 °C, ou desfrutar de temperaturas amenas que chegam a aproximar-se dos 27 °C. Se deseja admirar o sol da meia-noite, recomenda-se que faça o seu cruzeiro em Spitzberg no verão, pois os dias são muito mais longos do que habitualmente. A partir de agosto, o inverno instala-se em Spitzberg. O vento norte sopra por toda a ilha, trazendo consigo nuvens que rapidamente ocultam o sol. Embora o astro do dia seja mais discreto e os dias sejam mais curtos do que no verão, a ilha não deixa de ter o seu encanto. As luas cheias conferem à paisagem glaciar um aspeto totalmente diferente, igualmente espetacular e envolvente, que fará do seu cruzeiro um momento tão inesquecível como se o tivesse realizado no verão.